Oligoastenoespermia: o que é, quais são as causas e como tratar

Dr. Gustavo Inácio — médico urologista com atuação em andrologia · CRM-GO 15785 | RQE 11078 (Urologia) · Goiânia-GO
Publicado em 30/09/2026 · 2 min de leitura

Receber um espermograma com duas alterações ao mesmo tempo costuma assustar: poucos espermatozoides e muitos deles com dificuldade de movimentação. Isso é chamado de oligoastenoespermia. O resultado merece investigação, mas não deve ser interpretado isoladamente nem como sentença definitiva de infertilidade.
O que significa
O termo combina oligozoospermia, redução da concentração espermática, e astenozoospermia, redução da motilidade. A gravidade varia muito e um único exame pode sofrer influência de febre, abstinência, coleta, medicamentos e outros fatores.
Causas possíveis
Varicocele, alterações hormonais, infecções, obesidade, tabagismo, álcool, calor excessivo, uso de testosterona ou anabolizantes, doenças sistêmicas e fatores genéticos podem contribuir. Muitas vezes há mais de um fator.
Como investigar
O espermograma geralmente deve ser interpretado junto da história clínica e do exame físico. Em alterações persistentes, podem ser indicadas dosagens hormonais, ultrassonografia e investigação genética conforme a intensidade do quadro.
Tratamento
Trata-se a causa quando ela é identificada. Isso pode incluir correção de varicocele em homens selecionados, retirada de testosterona exógena, melhora do estilo de vida e tratamento hormonal específico quando existe indicação. Prescrever suplementos indefinidamente sem esclarecer a causa costuma ser uma estratégia limitada.
Prognóstico
Oligoastenoespermia não significa impossibilidade de gravidez. O prognóstico depende da intensidade da alteração, da causa, da idade e fertilidade da parceira e do tempo de tentativa.
Perguntas frequentes
Oligoastenoespermia tem cura?
Depende da causa. Algumas são reversíveis ou tratáveis; outras exigem acompanhamento.
Pode engravidar naturalmente?
Pode, dependendo da intensidade da alteração, da causa e de fatores da parceira. O diagnóstico não equivale a esterilidade.
Precisa repetir o espermograma?
Frequentemente sim, porque existe variabilidade biológica entre coletas.
Se você e sua parceira estão tentando engravidar ou se seu espermograma apresentou alguma alteração, procure avaliação urológica. O Dr. Gustavo Inácio, médico urologista (CRM-GO 15785 | RQE 11078) em Goiânia, tem atuação em andrologia e na investigação da infertilidade masculina.
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Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica. Indicações e resultados variam de pessoa para pessoa.
