Astenoespermia: quando os espermatozoides até existem, mas não conseguem chegar ao destino
Muitos homens descobrem que têm espermatozoides “em número normal” e, ainda assim, não conseguem engravidar. O problema, nesses casos, não está na quantidade e sim no movimento.
A astenoespermia, caracterizada pela redução da motilidade dos espermatozoides, é uma das principais causas de infertilidade masculina e, paradoxalmente, uma das menos compreendidas pelos pacientes. A boa notícia é que, quando corretamente investigada, frequentemente tem tratamento.
Do ponto de vista epidemiológico, estima-se que alterações na motilidade espermática estejam presentes em até 40% dos homens com infertilidade masculina. Estudos populacionais mostram que a astenoespermia pode ocorrer de forma isolada ou associada a outras alterações do espermograma, como oligozoospermia e teratozoospermia.
Dados de grandes séries clínicas indicam que o fator masculino contribui para cerca de 40–50% dos casos de infertilidade conjugal, e a motilidade espermática reduzida é um dos achados mais frequentes. Revisões sistemáticas apontam que homens com astenoespermia apresentam menor taxa de fecundação espontânea e maior necessidade de intervenção médica para alcançar a gestação.
As diretrizes da American Urological Association (AUA) e da European Association of Urology (EAU) destacam que a motilidade é um dos parâmetros seminais mais relevantes para a fertilidade natural, sendo fortemente influenciada por fatores hormonais, inflamatórios, vasculares e comportamentais. Revisões da Cochrane Collaboration reforçam que identificar e tratar a causa da astenoespermia pode melhorar significativamente o prognóstico reprodutivo.
Na minha prática clínica como Dr Gustavo Inacio urologista, em Goiânia, a astenoespermia nunca é tratada como um “laudo isolado”. Ela é um sinal clínico de que algo está interferindo na produção, maturação ou funcionamento dos espermatozoides.
Entre as causas mais comuns estão:
- varicocele;
- distúrbios hormonais (especialmente testosterona);
- infecções genitais;
- estresse oxidativo elevado;
- sedentarismo, obesidade e tabagismo;
- consumo excessivo de álcool;
- exposição ao calor e toxinas;
Quando essas causas são corretamente identificadas, os resultados são reais. Estudos mostram que tratamentos direcionados podem melhorar a motilidade espermática em 20 a 50% dos casos, dependendo da etiologia. Em situações como varicocele, por exemplo, meta-análises demonstram melhora significativa da motilidade após correção cirúrgica em uma parcela expressiva dos pacientes.
Além disso, mudanças estruturadas no estilo de vida — orientadas por acompanhamento médico — podem gerar melhora mensurável do espermograma em 3 a 6 meses, período compatível com o ciclo completo da espermatogênese. É exatamente por isso que o tratamento da astenoespermia exige urologista, e não soluções genéricas ou suplementação sem critério.
Se o seu espermograma mostrou motilidade reduzida, não aceite isso como um diagnóstico final.
Na maioria das vezes, a astenoespermia é um ponto de partida para investigação, não um veredito definitivo.
👉 Agende uma consulta com o Dr Gustavo Inacio urologista, em Goiânia, para uma avaliação completa, identificação da causa e definição da melhor estratégia para preservar ou recuperar sua fertilidade.
FAQ – Perguntas frequentes sobre astenoespermia
O que é astenoespermia?
É a redução da motilidade dos espermatozoides, ou seja, eles existem, mas se movimentam de forma insuficiente para alcançar o óvulo.
A astenoespermia causa infertilidade?
Pode causar ou dificultar a fertilidade natural, especialmente quando a motilidade progressiva está muito reduzida.
A astenoespermia tem tratamento?
Sim. Em muitos casos, especialmente quando a causa é identificada e tratada corretamente.
Quanto tempo leva para melhorar o espermograma?
Em geral, entre 3 e 6 meses, respeitando o ciclo da espermatogênese.
Exercício físico ajuda?
Sim, quando bem orientado. Sedentarismo piora a motilidade; excesso também pode atrapalhar.
Por que você pode confiar neste artigo
Este conteúdo foi elaborado com base nas diretrizes da American Urological Association, da European Association of Urology e em revisões sistemáticas da Cochrane Collaboration, além de refletir a experiência clínica direta do Dr Gustavo Inacio urologista no acompanhamento de homens com infertilidade masculina e alterações do espermograma, em Goiânia
